Sunday, July 13, 2008

Carta de um estagiário revoltado

Estive vasculhando meus emails marcados com estrelinha numa conta do google, quando encontrei este. Muito legal, vale reflexão - né, Lulaaaa!

será que o cara é economista? dãr! aí vai ;)

"Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 R$6,00. Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado:25 x 8 x 6 = R$1.200,00. Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 6 Reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1 Real. Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: 3 Reais por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia. Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra encher por causa disto. Mas isto é teoria, vamos ao mundo real.

De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seusrendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu? É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x 35 =875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.

Moral da História: É melhor ser mendigo do que estagiário, e pelo visto, ser estagiário é pior que ser Mendigo... Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário. Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego. Lembre-se o presidente não estudou, não trabalhou, não sabe o próprio nome, mas tem 3 fontes de renda e ainda esnoba a nação inteira com palácios, aviões, viagens internacionais, carros importados, bebidas caríssimas etc,etc,etc... Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar isso.

Assinado: Estagiário Revoltado"

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Thursday, July 10, 2008

my links

OrbiTato http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=47271934

Colaboração/Estratégia/Reputação Digital http://personavirtual.wordpress.com

User experience/Info Archit./Interaction Design/Gestão de Conteúdo www.typewriter.com.br

Ativando a sociedade eletrônica: http://www.wikinomics.com/blog/index.php/2008/06/08/enabling-the-e-society/

Pensamento sistêmico, o novo paradigma da Ciência http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41955159

Sociedade Quântica, a promessa revolucionária de uma liberdade verdadeira http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41820257

Democracia 2.0 http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=51890994

Web 2.0 Brasil http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15820587

Critical Perspectives on WEB 2.0 http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=21736&tid=2599167661107815464&na=4

Inteligência Social, a nova ciência do sucesso http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41918531

"Empreendedorismo criativo, a nova dimensão da empregabilidade” http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41101516

Ambientes estratégicos http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=48406545

colaboração corporativa http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=47909288

"A criatividade corporativa na era dos resultados” http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41110081

Advertainment http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39770297

Friday, June 20, 2008

O que a Internet está fazendo com nosso cérebro?

(Artigo original por Nicholas Carr em TheAtlantic.com)

"'Dave, pare. Pare, por favor. Pare, Dave. Você vai parar, Dave?' Assim implorava o supercomputador HAL ao implacável astronauta Dave Bowman em uma cena estranhamente pungente no fim do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Quase condenado à morte no espaço profundo pela máquina defeituosa, Bowman calma e friamente desconecta os circuitos de memória que controlam o cérebro artifical de HAL. 'Dave, minha mente está indo embora', diz HAL. 'Posso sentir isso. Posso sentir isso.'", relembra Nicholas Carr em artigo publicado no The Atlantic.

Carr também sente que, de certa forma, sua mente está sendo drenada e explica: "Nos últimos anos tenho tido a desconfortável sensação de que alguém, ou alguma coisa, tem mexido no meu cérebro, remapeando meus circuitos neurais e reprogramando minha memória. Até onde posso dizer, minha mente não está indo embora, mas está mudando. Não estou mais pensando como costumava pensar. Percebo isso de forma mais evidente quando estou lendo. Mergulhar em um livro ou em um artigo mais extenso costumava ser fácil. Minha mente seria capturada pela narrativa ou pelas voltas da argumentação e eu gastaria horas passeando por longas tiradas de prosa. Esse raramente é o caso hoje em dia. Minha concentração agora geralmente começa a se esvair após duas ou três páginas. Fico inquieto, perco o fio da meada, começo a procurar algo mais para fazer. Sinto como se tivesse sempre que puxar meu cérebro desobediente de volta ao texto. A leitura compenetrada que costumava ser algo natural para mim tornou-se uma briga".

Carr suspeita ter encontrado um culpado pela situação que ele e muitos outros usuários da tecnologia digital dos computadores conectados enfrentam. "Já há uma década, passo muito tempo online pesquisando, surfando e algumas vezes incrementando o grande banco de dados que é a Internet. Como escritor, a Internet é uma dádiva dos céus para mim. Pesquisas que antes requeriam dias nas prateleiras das salas de periódicos das bibliotecas agora podem ser feitas em minutos. Algumas buscas no Google, alguns cliques em hiperlinks e encontro o fato intrigante ou citação essencial que eu queria. Mesmo quando não estou trabalhando, é bem provável que eu esteja explorando leituras na Internet e escrevendo e-mails, rastreando manchetes e artigos em blogs, assistindo vídeos e ouvindo podcasts, ou simplesmente indo de link em link".

Carr acha que, assim como para muitos, a Internet está se convertendo em um meio universal, um conduíte que transporta a maior parte da informação que entra por seus olhos e ouvidos em direção à sua mente. "As vantagens de ter acesso imediato a um repositório de informações tão rico são muitas e elas têm sido amplamente descritas e prontamente aplaudidas. 'A lembrança perfeita da memória de silício pode ser amplamente vantajosa ao pensamento', escreveu Clive Thompson, da revista Wired. Mas essa vantagem tem um preço.

Como observou na década de 1960 o teórico da mídia Marshal McLuhan, mídia não é só canais passivos de informação. Eles suprem o necessário ao pensamento, mas eles também moldam o processo de pensamento. E o que a Internet parece estar fazendo é drenar minha capacidade de concentração e contemplação. Minha mente agora espera extrair a informação da forma como a Internet a distribui: em uma rápida torrente de partículas. Houve época em que fui mergulhador no mar das palavras. Agora, surfo na superfície como alguém que se anda de jet sky".

Muito mais detalhes no extenso e altamente recomendável artigo completo de Carr: http://www.theatlantic.com/doc/200807/google

Tuesday, December 11, 2007

Love is in the air or Going to Bahia: sane images.

Me assusto ao sentir que invisto boa parte de meu tempo dando atenção ao que imagino que posso fazer outros prestarem atenção, enquanto quase nem eu mesmo presto atenção direito em mim.

Apronto a minha bagagem de idéias e saio daqui. Atravesso a pele do corpo e saio voando com a mente. Vistos de fora, mas ainda de perto, nuvens e padrões geométricos da pele são muito parecidos.

Espaços sem nuvens expõem a beleza interior à energia do além. Conglomerados amontoados de nuvens são cicatrizes charmosas. Nuvens escuras são como tatuagens. Nuvens crespas ou esfiapadas parecem cabeleiras.

Camadas, camadas, camadas de fofas amorfas se arranjam, desarranjam e rearranjam com a maestria harmônica de uma orquestra sinfônica composta por um holograma e um labirinto que juntos dançam uma auto-estrada.

Mentes atravessam corpos que atravessam mentes. O espaço que orbita o átomo é cheio da energia que move o Orbitato.

Castelos de ar denso cooperam intensos com o mar belo como complemento fluido ao solo lento. Charmoso acalento soma-se ao rápido rigozijo que na falta de pressão (me) alivia a atenção e reconfigura a situação do sistema zoom do (meu) campo de visão.

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Wednesday, August 08, 2007

Slash fanfics are painting new pics

(by Diego.Efrvscnt, 8 de agosto de 2007)

Meet me at the slash fanfics
tell me all that´s in your dreams
put your best characters in the mix
our entertainment needs a fix

Check what happens in slash fanfics
sins there are better than the original tricks
guys are nice, not loser freaks
they touch you so much like delicious kicks

Tell me your secrets in slash fanifics
Endless temptation will drop the bricks
Green eyes in sweet dreams respect no advice
desires are stronger, rock and roll your dice

Walk with me through slash fanfics
be unforgettable in imaginary pics

Slash fanfics are painting new pics
you and I are there in the mix
Slash fan fics are copying our tricks
Slash fanfics are the ultimate fix

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Monday, August 06, 2007

Vaga de cheiroso

Não me basta ser amado, eu quero amar.
E com paixão.
É pedir demais? É tudo.
É o que há? Não há!
Estou sem alguém
- a não ser eu mesmo -
para amar de todas as formas.
Talvez não se escolha a pessoa,
talvez ela já tenha nos escolhido.
Devo tentar amar plenamente quem me ama,
por merecimento?
Talvez isso resulte em algo gostoso,
talvez forçado.
Faria bem ou mal?
A quem?
Pode-se deixar acontecer sem saber as respostas?
Ele poderia ser meu cheiroso...
Ei, você sabe por que não é o meu cheiroso?
Você deixaria, mesmo se acabasse sendo a única vez?
Ou está cansado de quases?

DR - alta madrugada de 6 de agosto de 2007.

Wednesday, August 01, 2007

Que bicho me comeu

(ladainha sentimental cheia de brincadeiras drrrty com a sonoridade das palavras)

Que bicho me comeu
o curioso ponto de equilíbrio
que agora eu não consigo
mais voar em livre arbítrio?
Que bicho me comeu
todo o sossego
mas não deixa o desapego
me pegar de uma vez por todas?
Que bicho me colheu
o curioso riso e se esqueceu
de me escolher ou dar aviso?
Que bicho me atiçou o guizo
e sumiu deixando eco no abismo?
Parece terrorismo!
Ou sou eu que cismo
e me nego a enfiar
mesmo sem norte
todo meu palpitante coração
goela-abaixo da sua fome de alguém?
Bicho, me doma
Bicho, me toma
Bicho, me come
Me engula inteiro
que aos poucos eu não creio
que eu consiga te achar
para te amar como eu quero
Bicho, eu me sinto um lixo
Só quero alguém para amar,
não quero ser amado
Eu finjo que me rendo
mas no fundo eu entendo
que sou duro e misturo
Não sou puro porque furo
Pulo pra cima do muro
para ver quem é que passa
E, bicho, eu não te vejo
só que eu acho que desejo
um bicho que não sei qual é
Eu não sei se sei amar
Mas não dá nada,
aqui não tem bicho-papão
Então, por que, diacho,
eu te acho e me encaixo
mas logo te despacho
e coração abaixo eu sinto
aquilo que só pode ser do bicho, mesmo
Então, será que o bicho
é um bode expiatório
que meu libido giratório
faz de escritório?
Ou meu jeito
enjoa do teu prato-feito
porque voa satisfeito
com a efervescência emergente
que rega com amor líquido
a mente fértil da gente
que raramente nega o peito aberto
e carrega sempre perto
um espaço para o afeto
que eu libero de tempo em tempo?
Paro para pensar se sinto muito ou pouco
- para um louco ou um santo?
E já sinto que penso tanto
até crer que o bicho
que meteu seu palpite
no meu curioso modus operandi
foi o lixo que verteu da dinamite,
pesaroso pelo meu instante emo
e ainda me arrebenta
Mas não tremo.

DR - 1 de agosto de 2007